Programa Mais Alimentos começa a financiar veículos de transporte de carga

Programa Mais Alimentos começa a financiar veículos de transporte de carga
A linha de crédito do Pronaf Mais Alimentos, que financia veículos de transporte de carga para os agricultores familiares, começou a ser operacionalizada nesta sexta-feira (15/01) com a oferta de 15 modelos de caminhões com capacidade para transportar de 1,5 tonelada a até oito toneladas. As especificações técnicas dos modelos, fabricados por três empresas, estão disponíveis no portal do Programa, no endereço:. Para acessar a relação, é necessário informar o estado, se o interessado é contribuinte ou não do ICMS e selecionar a categoria Veículos de Transporte de Carga.

Os produtos têm descontos que variam de 5% a 15% em relação aos preços de mercado. Os valores correspondem apenas ao chassi do caminhão. A carroceria (aberta, graneleira, baú, de grade) escolhida pelo agricultor familiar também será financiada pelo Mais Alimentos.
A oferta é o resultado da primeira etapa das negociações entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e empresas do setor. O coordenador nacional do Mais Alimentos, Hercílio Matos, estima que outras empresas que fabricam produtos de transporte de carga que atendem à agricultura familiar vão se incorporar ao Programa até o final de janeiro. “A lista de produtos financiáveis é a que está no portal do Mais Alimentos”, ressalta Hercílio.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, destaca que, com o financiamento de veículos de transporte de carga, o Mais Alimentos passa a contemplar todo o ciclo produtivo da agricultura familiar. A primeira etapa, iniciada em julho de 2008, atendeu à modernização da infraestrutura produtiva, que resultou, em um ano, no aumento de 7,8 milhões de toneladas de alimentos. No segundo semestre de 2009, o Programa passou a financiar estruturas de armazenagem. “Nada mais justo do que também financiar o transporte. Isso vai facilitar o escoamento da produção e garantir mais autonomia aos produtores familiares no momento da comercialização”, afirma Cassel.

Acesso ao crédito
O financiamento de veículos de carga por meio do Mais Alimentos foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 26 de novembro de 2009. As condições são as mesmas dos demais produtos atendidos pelo Programa. A linha de crédito financia caminhões, inclusive frigoríficos, isotérmicos ou graneleiros; camionetas de carga, exceto veículos de cabine dupla; e motocicletas adequadas às condições rurais, quando técnica e economicamente recomendável para o pequeno ou médio produtor. O financiamento não contempla veículo que se classifique como de passeio, pelo tipo ou acabamento, camionetes de passageiros, camionetes mistas e jipes.

O crédito é condicionado à comprovação da possibilidade do pleno emprego do veículo nas atividades agropecuárias do agricultor familiar durante 120 dias por ano, no mínimo. Ele é destinado a produtores de açafrão, arroz, café, centeio, erva-mate, feijão, mandioca, milho, sorgo e trigo; frutas, olerícolas, mel e outros produtos apícolas e aves; e aos produtos da aquicultura, bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, caprinocultura, ovinocultura, pesca e suinocultura. O primeiro passo para o agricultor familiar acessar o financiamento é procurar uma empresa de assistência técnica e extensão rural, que vai verificar e avalizar a viabilidade do projeto que será desenvolvido.

Modernização da infraestrutura
O Mais Alimentos é uma linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) criada para estimular a modernização produtiva das unidades familiares agrícolas de todo o País. O Programa financia projetos até R$ 100 mil, tem juros de 2% ao ano, até três anos de carência e prazo de pagamento do empréstimo de até dez anos.

Além de veículos para o transporte de carga e a comercialização da produção, os agricultores familiares podem, por meio da linha de crédito, financiar tratores, máquinas, implementos agrícolas, projetos para construção de armazéns e silos, cerca elétrica para isolamento do rebanho, melhoramento genético, correção de solo, formação de pomares e melhoria da logística administrativa das propriedades rurais, como a informatização dos estoques, entre outras ações.

ASCOM-Rezende
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário

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