Pesquisadores equatorianos fazem intercâmbio na Ceplac

Um grupo de pesquisadores e técnicos em extensão rural do Instituto Nacional Autónomo de Investigaciones Agropecuarias del Ecuador (INIAP) iniciou na segunda-feira, 25, um treinamento nos laboratórios do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), da Superintendência de Desenvolvimento da Região Cacaueira da Ceplac na Bahia, no eixo Ilhéus – Itabuna. A atividade se dá no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica custeado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) ligada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Os projetos foram elaborados de comum acordo entre o INIAP e a Ceplac para um diagnóstico da cacauicultura no Equador. “Apesar de atender a uma demanda daquele País sul-americano, o projeto de intercâmbio e cooperação serve à troca de experiências entre os dois países. Enviamos um técnico da Ceplac ao país andino e agora recebemos cinco pesquisadores equatorianos que ficarão por 20 dias em treinamento intensivo no Cepec”, informou coordenador-geral técnico-científico da Ceplac, Manfred Müller.

Os fitopatologistas Karina Solis, especialista em biologia molecular; Ivan Arturo Garzon, especialista em embriogênese somática; José Castro e Saul Mestanza, especialistas em transferência de tecnologia; e Ignácio Sotomayor, especialista em manejo de plantas atuarão com seus colegas da Ceplac.  Segundo explicou Müller, a vinda dos pesquisadores é reconhecimento internacional ao padrão das pesquisas da Ceplac, além de ter como vantagem o intercâmbio científico pela experiência que eles têm em relação à monilíase do cacaueiro, uma grave doença que afeta a planta, mas inexistente no Brasil, que já dispõe de um Plano de Contingência coordenado pela Ceplac e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O Equador produzirá cerca de 160 mil toneladas de cacau no ano agrícola 2009/2010 ante 148 mil toneladas na safra anterior. O cacau equatoriano é muito valorizado no mercado internacional pelas suas características próprias muito diferentes do cacau brasileiro. “O cacau nacional, também chamado de arriba, um cacau fino. Mas há também entre 10 mil e 12 mil hectares de cacau CCN-51 que a todo custo tentam evitar o plantio, apesar de combater com muita eficiência a monilíase e estão aprendendo a combater a vassoura-de-bruxa com a Ceplac que transfere a tecnologia”, concluiu Müller.

Ascom-Rezende

Fonte:Jornalista ACS/Ceplac/Sueba/ Luiz Conceição.

Fotos: Wilde Cabral.

Assessoria de Comunicação da Ceplac

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