Pesquisa vai identificar origem botânica da própolis vermelha

A Ceplac se colocou à disposição de pesquisadores e de representantes de empresas farmacêuticas japonesas para a pesquisa e identificação botânica da própolis vermelha que protege as colméias e resulta de uma resina vermelha extraída pelas abelhas da planta rabo-de-bugiu, com a ajuda de um inseto, no entorno de manguezais. A cooperação foi proposta pelo Chefe do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), Adonias de Castro Filho, ao final de reunião com técnicos da instituição, apicultores e integrantes da missão japonesa que visitou Una, Canavieiras e Ilhéus para estimular a produção da própolis vermelha, fazer contatos e prospectar negócios.

Para a cooperação, a Ceplac oferece o acervo de pesquisa da maior coleção botânica de espécies da Mata Atlântica do País, os laboratórios de entomologia do Cepec e a participação dos cientistas e pesquisadores, que acumulam êxito em diversos trabalhos científicos, inclusive na descoberta de duas novas espécies de formigas, fato divulgado ano passado. “A instituição não se dedica apenas à lavoura cacaueira, a sua principal missão. Mas, reúne experiência com seringueira, dendê, fruticultura e apicultura, sendo a responsável pela sua disseminação como fonte alternativa de receita ao agricultor”, disse Adonias de Castro Filho.

O consultor internacional Shigeru Yokoyama, da API Company Ltd., informou que a empresa somente descobriu a origem botânica da própolis verde após três anos de estudos, mesmo tendo entrado no mercado há 15 anos. O mesmo se dá agora com a própolis vermelha que necessita de mais pesquisas para que se descubra sua origem botânica, apesar de se conhecer satisfatoriamente os princípios ativos de interesse terapêutico, como flavonóide e propriedades anticancerígenas, antiinflamatórias e antioxidantes, que têm poder curativo de doenças e largo uso farmacológico.

O pesquisador da Ceplac Ediney de Oliveira Magalhães disse que a pesquisa cientifica pode ser feita a partir de amostras da planta Dalbergia frutescens (rabo-de-bugiu) para coleta da larva do inseto, que faz furos e libera a resina vermelha aproveitada pelas abelhas para proteção das colméias. “O Cepec seus cientistas e pesquisadores estão abertos à cooperação que favoreça o conhecimento da própolis vermelha que há 10 anos vem sendo estudada pelo Centro Regional de Apicultura. Sabemos do potencial do Sul da Bahia e temos confiança no aproveitamento dessa substância que conquista novos mercados”, declarou.

A região assiste ao crescimento do número de apicultores e da produção devido aos diversos biomas que podem ser utilizados para produção de mel, pólen e própolis. Atualmente são produzidas cerca de 400 toneladas anuais de mel, 30 toneladas de pólen apícola desidratado e cerca de 100 kg de própolis. A tendência é se elevar a produção dada à procura e a programas como o de melhoramento genético de rainhas desenvolvido pela Ceplac que busca ampliar parcerias com o apicultor e suas associações, Sebrae e a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA).

Os empresários e pesquisadores japoneses Hiromitsu Aoki, Takeshi Konno, Horotoshi Saito, Shigemi Tazawa e Shigeru Yokoyama, da API Company Ltd., César Ramos Júnior e Tatsuo Kanachiro, responsável pelo relacionamento internacional da Natucentro, estavam acompanhados do gestor de projetos do Sebrae, Jefferson Lomanto, e de produtores e foram recebidos pelo superintendente da Ceplac na Bahia, Antônio Zózimo de Matos Costa, o Chefe do Cepec, Adonias de Castro Filho, e o Chefe de Serviço do Cenex, João Henrique Silva Almeida. Após o encontro, visitaram o Centro de Desenvolvimento Tecnológico – Fábrica de Chocolate, laboratórios e setores estratégicos do Cepec e o auditório Hélio Reis de Oliveira.

Ascom – Armênio

Fonte: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLAC

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