Novo ministro manterá programa na Agricultura

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Na primeira entrevista após ser confirmado como substituto de Reinhold Stephanes no Ministério da Agricultura, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi, disse que seguirá a política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o setor e que deverá manter praticamente inalterada a equipe de secretários e diretores da pasta.

“A primeira coisa que quero dizer é que será uma continuidade, seguir o programa, com o apoio intenso aos produtores e com a política do ministro Stephanes e do presidente Lula”, afirmou.

Rossi, no entanto, admitiu que deverá levar três ou quatro pessoas de sua confiança para o ministério, mas reafirmou a política de continuidade. “Eu vou fazer do meu jeito, mas a política é a mesma, as pessoas são fundamentalmente as mesmas e não haverá alteração no ministério, que tem um quadro de altíssimo nível, com os melhores técnicos que participam da agricultura que hoje é uma das melhores do mundo”, avaliou. “O Stephanes conduziu muito bem a política do ministério até agora e alterações vão dificultar, porque as pessoas terão de recomeçar, compreender os processos em andamento”, completou.

O presidente da Conab e futuro ministro da Agricultura explicou que irá conversar com Lula hoje, às 10h30min, pouco antes de sua posse, marcada para as 11h, e que, entre outros assuntos, deverá definir quem será o substituto na estatal. “Não tive ocasião de falar ainda com o presidente e sequer sobre o meu substituto”, concluiu Rossi.

A escolha de Rossi para substituir Stephanes ratifica a força do deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), presidente nacional do partido e apontado como possível candidato a vice-presidente de Dilma Rousseff. Rossi é ligado a Temer e teria sido o único nome indicado pelo PMDB para ocupar um cargo nos ministérios após as saídas dos titulares que irão disputar a eleição de outubro, os quais devem ser substituídos pelos secretários e secretárias executivos. O nome de Rossi enfrentou resistência dentro do PMDB – inclusive do próprio Stephanes, que defendia o secretário-executivo Gerardo Fontelles para o cargo – e também fora do partido.

Recentemente, uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades na Conab e, como defesa, Rossi afirmou várias vezes que elas ocorreram antes da sua posse e que já havia providenciado alterações pedidas pelo órgão de controle.

Ascom – Armênio

Fonte: Jornal do Comércio

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