Guia de boas práticas: agricultura inteligente

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Cientista defende o acompanhamento do zoneamento agrícola de risco climático para alavancar a produção sustentável no Brasil.
O Brasil tem se destacado mundialmente pelo grande potencial para a agricultura, pecuária e agro energia. Os produtores rurais já acumularam experiências positivas no uso de boas práticas agrícolas, mas ainda há pequenos tropeços. Um deles é o não acompanhamento do zoneamento agrícola de risco climático, um tipo de calendário histórico de climas que pode indicar, com 80% de sucesso, o que plantar, quando plantar e onde plantar.

Segundo Eduardo Assad, cientista agrícola da Embrapa Informática Agropecuária, o estudo é feito anualmente faz 17 anos e é uma das políticas públicas mais bem sucedidas do governo. “Produtor rural que segue o zoneamento climático tem 80% de chance de sucesso, além de mostrar um profundo respeito pelo meio ambiente. É a estatística dada a São Pedro e a possibilidade do produtor não errar”, diz. “É um caminho para a sustentabilidade”.

Buscar soluções e alternativas responsáveis para uma produção agrícola sustentável é o objetivo da revista GLOBO RURAL e do Prêmio Fazenda Sustentável, que selecionará as propriedades rurais com a melhor performance em sustentabilidade, seguindo o Triple Bottom Line – economia, meio ambiente e desenvolvimento social.

O que é o zoneamento agrícola de risco climático?

De acordo com Eduardo Assad, da Embrapa Informática Agropecuária, é um instrumento de política agrícola e gestão de riscos, elaborado para minimizar os riscos gerados por fenômenos climáticos. Permite aos agricultores e pecuaristas identificar a melhor época de plantio, em diferentes tipos de solos e ciclos.

“São quantificados os riscos climáticos envolvidos na condução das lavouras que podem ocasionar perdas na produção. O estudo resulta na relação de municípios indicados ao plantio de determinadas culturas, como seus respectivos calendários”, diz ele.

Foi usado pela primeira vez em 1996, na lavoura de trigo, é revisado anualmente e publicado como portaria no Diário Oficial da União e no site do Ministério da Agricultura. No total, contempla 40 culturas.

O uso dessa prática agrícola é uma das exigências para o prêmio do seguro rural, o Proagro e o Proagro Mais.
Fonte: Revista Globo Rural

Decom: Orlando

 

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