Crise política faz cacau aumentar

Bancos fecharam e as atividades portuárias foram esvaziadas na sexta-feira em Abidjã, principal centro econômico da Costa do Marfim, depois que o impasse envolvendo a divulgação dos resultados eleitorais no país levou as autoridades a fecharem as fronteiras do país africano, maior produtor mundial de cacau.

Na véspera, a comissão eleitoral anunciou que o oposicionista Alassane Ouattara venceu o segundo turno do pleito presidencial, em 28 de novembro, mas o Conselho Constitucional, comandado por um aliado do presidente Laurent Gbagbo, rejeitou o resultado. A incerteza motivou altas do cacau na quinta e na sexta-feira. Na bolsa de Nova York, os contratos futuros para março chegaram a US$ 2.935 por tonelada, ganho de US$ 177 nos dois últimos pregões da semana. Na bolsa de Londres as cotações também subiram.

Exportadores de cacau disseram que vão paralisar suas atividades até que a eleição esteja resolvida. Já havia previsão de limitação nos embarques, porque muitos preferiram antecipar as entregas para antes da eleição.

Ascom- Rezende

Fonte: SEAGRI