Central de Flores fortalece mercado baiano

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O secretário da Agricultura do Estado, Roberto Muniz, visita, nesta terça-feira (9), às 8 horas, a Central de Comercialização de Flores da Seagri, no bairro de Narandiba, em Salvador. Atualmente o galpão abriga, às terças-feiras, uma feira de flores da qual participam pequenos e médios produtores da Bahia. Na passagem do secretário pelo local, haverá um café-da-manhã com a presença de representantes de 40 municípios produtores de flores, além de floristas, floriculturas, atacadistas, decoradores, paisagistas e gestores de projetos.

“Essa visita visa organizar a cadeia produtiva de flores e o mercado consumidor do Estado da Bahia”, explica Andrea Sherer, coordenadora do Projeto Flores da Bahia, da Seagri. De acordo com ela, a floricultura baiana está em franco desenvolvimento, sendo responsável pelo abastecimento de 20% de flores subtropicais e 100% de flores tropicais do mercado consumidor do Estado, movimentando aproximadamente R$ 70 milhões/ano.

A ideia é que a Central de Flores, que funciona desde novembro do ano passado, se torne o principal centro de comercialização de flores do Estado, fortalecendo o mercado baiano e estimulando o aparecimento de novos negócios. “Quando estiver amplamente consolidada, a Central proporcionará o alinhamento efetivo da cadeia produtiva com a organização do setor, de modo a estruturar a comercialização dos produtos, tornando-os mais competitivos”, avalia Andrea.

A floricultura na Bahia é responsável pelo abastecimento de 20% do consumo de flores subtropicais (com produção semanal de 2.500 pacotes de rosas, além de gérberas, áster, gipsofilas, palmas de Santa Rita, crisântemos de corte e vaso, entre outras). Já o segmento de flores tropicais abastece 100% do consumo do Estado. São helicôneas, alpínias, zigiberiáceas, crótons, folhagens em geral, e também plantas para jardinagem e paisagismo. Esse segmento ainda possui grande participação no abastecimento da demanda de orquídeas tropicais.

A Bahia hoje importa 80% das flores subtropicais que consome. Mas, na avaliação de produtores, com a criação da Central, esse cenário deverá mudar. “Precisamos acreditar nisso. Centralizar os produtores é um mecanismo de fortalecimento do segmento”, afirma Cristina Lima, proprietária da Granja São Luiz e membro da Associação dos Produtores de Flores Tropicais de Amélia Rodrigues, a Tropflor.

Cristina é uma das produtoras de flores que comparecem semanalmente à feira de flores. Para ela, a atividade tem sido lucrativa. “No começo, é preciso investir, custeando o próprio deslocamento, por exemplo. Não é muito. O importante é a gente pensar que, quanto mais produtores houver, maior será a movimentação de pessoas e de flores comercializadas”, acredita. Os principais produtores de flores estão em municípios como Maracás, Amélia Rodrigues, Camaçari, Ilhéus, Simões Filho, Cruz das Almas, Vitória da Conquista, Itabuna, Cachoeira e Conceição do Jacuípe.

Na avaliação de Ivson Andrade, especialista em flores da Seagri, a Central poderá ainda abrigar uma feira permanente, todos os dias da semana. “Poucos estados possuem um galpão coberto de 1,7 metros quadrados. A Bahia possui um espaço tão bom quanto o das centrais de Campinas, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os maiores comerciantes do país”, diz.

Mercado

A feira já começa a movimentar o mercado de flores. Há comerciantes que aproveitam a terça-feira para fazer compras no local. É o caso de Cristiane La Greca, da Special Flowers. As flores compradas na feira são revendidas na floricultura ou fornecidas a clientes da loja. “Sai mais em conta vir até aqui. Essa idéia de centralizar os produtores é muito boa. O importante agora é os compradores se habituarem a comprar dos produtores locais”, frisa a comerciante.

Outro ponto positivo é que a feira tem impulsionado a encomenda de flores. Há floricultores que já chegam ao galpão com mais da metade sua mercadoria praticamente vendida. Conforme a coordenadora do Projeto Flores da Bahia, Andrea Sherer, a tendência é que a feira alavanque não somente o mercado atacadista, mas o de eventos. “Os floricultores fazem contatos, conhecem potencias compradores, como donos de buffets e cerimoniais. Isso é muito positivo”.

Ascom-Rezende

Fonte: Seagri/Rodrigo Vilas Bôas – DRT Ba 2368

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