Cacau: incidência de doenças está acima do esperado

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produtor-segurando-cacau-doenteA safra temporã ou intermediária de cacau está chegando ao final do ciclo nos próximos meses com uma incidência de doenças acima do esperado em virtude das condições climáticas. Segundo Lindolfo Pereira, economista da Ceplac, as chuvas que têm caído regularmente estão favorecendo o desenvolvimento de doenças como a vassoura-de-bruxa e a podridão-parda.    Lindolfo afirma que a incidência de doenças está sendo maior em relação ao ano passado, porque 2013 foi um ano atípico: “O clima durante a safra no ano passado foi extremamente seco e, consequentemente, a incidência da vassoura foi muito baixa. Este ano tem chovido muito, e isso favorece não só a incidência da vassoura-de-bruxa, como da podridão-parda”.    Apesar a maior incidência da podridão-parda – doença provocada por um fungo que ataca frutos, troncos e raízes, destruindo os tecidos da planta causando seu apodrecimento –, o economista afirma que o índice está dentro dos níveis aceitáveis. Ele, ainda destaca que a vassoura-de-bruxa está controlada na região: “Nos últimos anos, a vassoura-de-bruxa não tem se apresentado como na década de 90. Hoje, a média de perda com a doença está em torno de 5%. Assim, podemos afirmar que a vassoura-de-bruxa tem se comportado de uma forma razoavelmente aceitável”.   Entretanto, o clima na região está cada vez mais propiciando o ataque do fungo. Por isso, é necessário que os produtores façam a prevenção e fiquem atentos com as lavouras. “É preciso que se dê um alerta porque, provavelmente, a vassoura-de-bruxa e a podridão-parda atacarão de forma bastante violenta este ano, devido às condições climáticas”, revela a fitopatologista da Ceplac, Edna Dora Luz.    A fitopatologista dá ainda uma recomendação de controle, que é o manejo integrado de ambas as doenças. “O que se pode fazer é remover logo as vassouras, no caso da vassoura-de-bruxa, e não deixar frutos infectados, tanto por causa da podridão quanto da vassoura, e também aplicar fungicida a base de cobre, porque ele faz a prevenção da podridão-parda”.   Outro problema enfrentado pelos produtores tem sido o peco fisiológico, segundo o economista Lindolfo Pereira. “As condições climáticas estão favoráveis não só ao desenvolvimento da vassoura-de-bruxa e da podridão-parda, mas também ao peco fisiológico, o que é bastante prejudicial. Então o agricultor tem que se preocupar mais com o manejo adequado para evitar essa perda”, alerta o economista.  Indução de resistência De acordo com o técnico agrícola da Central do Adubo, José Carlos Júnior, para auxiliar na indução de resistência do cacaueiro o indicado é a utilização de produtos de baixo custo e eficientes na proteção e no aumento da produtividade. “O Agrichem (linha de fertilizantes líquidos de alta concentração) tem todo trabalho de indução de resistência sistêmico a fungos e bactérias. Hoje, temos um pacote de produtos com eficiência comprovada e que estão dando resultados muito bons com o cacau”.   Produtores já estão atentos às lavouras de cacau, a exemplo do cacauicultor Rogério Sampaio, que adotou o método de indução de resistência do cacaueiro com os produtos da Agrichem e  garante ter sucesso na produção em virtude de orientações e da eficiência dos produtos utilizados: “O primeiro ano em que aplicamos o Agrichem foi em 2013 e tivemos um bom resultado. Utilizamos todo o pacote da Agrichem, e este ano estamos apostando mais uma vez nesses produtos, pois realmente estamos vendo os resultados”, finaliza o cacauicultor.

Fonte: Mercado do Cacau
Decom: Fabiana

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