Brasil já investiu R$ 10 milhões em ações de combate a febre aftosa

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O Brasil já investiu R$ 10 milhões em ações de combate a febre aftosa na fronteira com o Paraguai desde setembro de 2011, quando foco da doença foi registrado na província de San Pedro, no país vizinho. Desde então, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão em estado de alerta sanitário e receberam reforço na vigilância para evitar a entrada de animais ilegalmente. O Paraguai registrou outro foco recentemente, em janeiro de 2012, na mesma província.

Conforme Guilherme Marques, diretor de Saúde Animal do Ministério da Agricultura (Mapa), a pasta entende as ações para manter o status de livre de febre aftosa com vacinação como investimento e os valores necessários para isso serão empregados. Os recursos foram aplicados no deslocamento de fiscais federais agropecuários, diárias de colaboradores eventuais e manutenção das Forças Armadas na fronteira.

“O alerta sanitário continua, mas as perspectivas são boas e estamos gradativamente reduzindo as ações”, salienta. Serão mantidas as barreiras volantes e fixas na fronteira e o trabalho conjunto entre (Abin), Mapa e Polícia Federal para identificar casos de contrabando de animais. “Estamos somando os dois esforços para mitigar a possibilidade de ocorrerem novos casos”, salienta.

Os dois países assinam nesta sexta-feira, 9, protocolo que prevê ações contra a enfermidade nos dois territórios. Na quinta-feira, 8, representantes dos serviços de saúde animal dos dois países participaram de reunião em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, para debater medidas para evitar novos casos da doença. O encontro marca a retomada de reuniões que devem ocorrer anualmente entre os representantes da área dos dois países.

O Brasil foi representado por Marques enquanto o Paraguai teve como representante Félix Otazu, presidente do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa). “Nos cercamos de garantias de que não seremos surpreendidos por novos focos”, salienta Marques.

Segundo o diretor do Mapa foi acordado que técnicos paraguaios participarão de treinamentos feitos por profissionais brasileiros. O objetivo é aproximar e aprimorar profissionais dos dois países.

Outro ponto definido é o compartilhamento de informações sobre contraventores que levarem gado ilegalmente de um país para outro. A ideia é que se possa identificar os vendedores dos animais e punir também os fornecedores dos bovinos. A troca de dados também abrangerá os pecuaristas que possuem propriedades nos dois países. Estes, explica Marques, terão acompanhamento mais próximo da movimentação de animais.

Fonte: SóNotícias

Ascom – Armenio

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