Após Rio+20, Ceplac propõe retomar a autossuficiência do Brasil em cacau

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A participação da Ceplac na Rio+20 (terça-feira, 19), foi avaliada como altamente positiva por quem esteve presente no auditório da Embrapa Solos, no Jardim Botânico. Os cases da cabruca e da Conservação Produtiva despertaram a atenção das principais organizações e personalidades ligadas à difusão dos sistemas agroflorestais no Brasil, assim como de autoridades do Ministério da Agricultura. Após o sucesso na conferência, o objetivo agora é emplacar um projeto que visa devolver ao Brasil a condição de autossuficiência em cacau, superando a necessidade de importação de matéria-prima da planta moageira instalada no país.
Juvenal: “há uma sinergia em torno do desenvolvimento da região”
Hoje, a indústria moageira trabalha com déficit de cerca de 40 mil toneladas de cacau, e é obrigada a importar amêndoas de outros países produtores, como os da África, por exemplo. A autossuficiência trará, entre outras vantagens, a diminuição do risco de introdução de novas doenças na lavoura regional. “Aprovado o projeto, que apresentaremos ao Mapa após o festejo do Dia Internacional do Cacau (que este ano foi transferido para o dia 15 de julho), a proposta é retomar a autossuficiência em três anos – o que sigifica duas safras”, afirma o superintendente da Ceplac na Bahia, Juvenal Maynart.
A autossuficiência também vai garantir que não só o produtor volte a ter o cacau como um negócio rentável, como também beneficiará toda a cadeia produtiva. “O conjunto da sociedade também será beneficiado com uma atividade que voltará a ser economicamente viável, mas também ambientalmente correta e socialmente justa, remunerando dignamente o trabalhador, observando seus direitos sociais e trabalhistas, além de dar ao produtor a condição de viver com dignidade de seu negócio”.
Ceplac fortalecida
O superintendente chama a atenção ainda para o fato de 2012 ser o ano internacional do cooperativismo, fato que reveste a Ceplac de uma importância ainda maior no contexto da sustentabilidade econômica, social e ambiental da agricultura brasileira. “Durante a Rio+20 ficou demonstrada a importância estratégica da cacauicultura baiana na construção de uma sociedade sem fome e sem miséria, a partir de uma cultura sustentável, como o cacau-cabruca”, lembra Juvenal Maynart.
A referência é ao documento que o Governo encaminhou para a ONU, como parte da contribuição brasileira para que o planeta alcance os objetivos da sustentabilidade, denominado “Contribuição da Agropecuária Brasileira na Construção de uma Sociedade Sem Fome e Sem Miséria e de uma Economia Sustentável”. “A cabruca é uma das 10 principais premissas da agricultura brasileira para se chegar a esses resultados”, analisa Juvenal Maynart.
Sinergia
Além do fortalecimento institucional, fruto de resultados apresentados pelo projeto Barro Preto – avaliados antes da Rio+20 por observadores do Mapa –  a Ceplac se fortalece também junto à comunidade regional e aos produtores, uma vez que apresenta uma proposta de recuperação do poder produtivo da região cacaueira. “Há uma sinergia em torno do desenvolvimento da região com base na agricultura sustentável”, observa Juvenal Maynart.
Ele observa que nssa semana, por exemplo, foi divulgada a informação de que o Plano Plurianual (PPA) baiano prevê investimentos de R$ 7 bilhões até 2015 em programas relacionados à sustentabilidade ambiental. “Ora, nosso projeto de Conservação Produtiva trata essencialmente de sustentabilidade ambiental, com forte vocação para o cooperativismo e para a agricultura familiar”.

Fonte: Jornalista da Sueba – Superintendência da Ceplac na Bahia/Domingos Matos

Assessoria de Comunicação da Ceplac

Ascom- Rezende

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