Secretários de Agricultura do Brasil pedem reestruturação completa da defesa agropecuária no País

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Cláudio-Braga-13-Cópia-560x279Âmbito de discussões e tomada de decisões para o setor agropecuário brasileiro, o Fórum do Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri), aconteceu nesta sexta-feira (6), no Parque de Exposições de Salvador, durante a Fenagro. A fragilidade das fronteiras fitossanitárias do Brasil, a rescisão dos convênios plurianuais, a eleição do novo presidente do Conseagri e a construção de um documento contendo os gargalos da agropecuária brasileira, foram alguns dos encaminhamentos debatidos no encontro. “Nossas fronteiras estão vulneráveis à entrada de pragas como é o caso da Helicoverpa Armígera, praga que se instalou no Brasil e vem devastando as plantações. A Bahia é o maior produtor e exportador de frutas do Brasil, mas corremos o risco de perdermos essa condição se não tivermos um controle efetivo em nossas fronteiras”, alertou o secretário estadual da Agricultura e presidente do Conseagri, Eduardo Salles.

“Temos a expectativa de que diante dos problemas apontados no documento que elaboramos para ser entregue à Presidenta Dilma Rousseff, ela determine uma reestruturação completa da defesa agropecuária brasileira. A defesa é uma das áreas mais importantes dos trabalhos de responsabilidade dos estados. O agropecuarista produz, a indústria transforma e as empresas exportam, mas quem garante a qualidade e sanidade desses produtos junto às cadeias produtivas são as estruturas de defesa agropecuária, que fazem a fiscalização e as inspeções. Precisamos de uma defesa fortalecida”, ressaltou o secretário da Agricultura do Rio grande do Sul, Luiz Fernando Minardi.

O encontro também contou com a apresentação de palestras abordando as ações de desenvolvimento das energias renováveis e sobre a importância da manutenção de zonas livres no país, retratadas pelos exemplos do Rio Grande do Norte e Ceará, estados que se consolidam com áreas livres de moscas das frutas. “A manutenção da área livre tem um custo alto, mas os EUA, países do Mercosul, Ilhas Canárias, Japão e Canadá, só aceitam frutas provenientes de área livre”, enfatizou o engenheiro agrônomo, Magnos Luiz Bezerra.

Eleição

Com maioria de votos, a secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamachi, foi eleita presidenta do Conseagri. “Essa é uma oportunidade de dar continuidade ao trabalho que estava sendo muito bem conduzido pelo secretário da Bahia, Eduardo Salles. Temos projetos para o futuro do agronegócio e para atingi-los precisamos tratar questões basilares. A única certeza é que temos terra disponível, água, gente capacitada, energia e a melhor tecnologia tropical do mundo, somos sim, capazes de ter produção com sustentabilidade”, disse.

Fonte: Adab
Decom: Fabiana

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